Em 21 de novembro de 2022, Mãezinha, uma menina de três anos, foi diagnosticada com HIV devido a uma transfusão de sangue e amamentação por sua tia, que era HIV positiva sem saber. Os seus pais e irmãos são negativos, mas o impacto da notícia trouxe medo, estigma e desinformação para a família, que reside no Posto Administrativo de Ocua, distrito de Chiúre, Cabo Delgado. Compreendendo a condição e temendo o julgamento da comunidade, os pais mantiveram a criança isolada, evitando a exposição. «No início, não sabíamos o que fazer. Queríamos que a criança morresse; dizíamos que ela não tinha o nosso sangue. Estávamos perdidos», confessaram. Durante seis meses, a família resistiu ao tratamento, recorrendo a soluções tradicionais sem sucesso, enquanto a saúde da menina se deteriorava, com infecções constantes, desnutrição e uma carga viral muito elevada (1600 cópias/ml).
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