Junito: Contra todas as adversidades, a vida venceu

Foi nesse cenário crítico, em 16 de novembro de 2022, que o Projeto FILOVC-AMASI, por meio da gestora de casos Regina Abubacar, da Associação OVARELELANA-AFOC, parceira de implementação do projeto, entrou na vida de Junito com uma intervenção firme e transformadora. Com persistência, visitas regulares e cuidados humanos e próximos, Regina conquistou a confiança da família, incluindo do pai, que inicialmente resistia. O acompanhamento insistente, parte do modelo de apoio contínuo do FILOVC-AMASI, reforçou a adesão ao tratamento, melhorou os cuidados de higiene e trouxe estabilidade emocional. Após a morte do pai, em abril de 2024, Junito foi acolhido pelo tio paterno, que foi devidamente orientado e envolvido no processo de cuidados e acompanhamento.

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De vendedora de bolinhos a confeiteira profissional: a transformação de Teresa através do Programa DREAMS

Teresa é uma jovem de 24 anos que vive no bairro de Josina Machel, na cidade de Pemba. A sua infância foi marcada por desafios. Quando era criança, a sua mãe levou-a para viver com a avó no bairro de Gingone. Durante esses anos, Teresa viveu com as suas tias — filhas da sua avó — que tinham acesso à escola, enquanto ela não. Sempre que perguntava à avó por que não podia estudar, a resposta era sempre a mesma: não havia meios financeiros para sustentar a sua educação.

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Superando o medo e o estigma para a supressão viral do HIV

Em 21 de novembro de 2022, Mãezinha, uma menina de três anos, foi diagnosticada com HIV devido a uma transfusão de sangue e amamentação por sua tia, que era HIV positiva sem saber. Os seus pais e irmãos são negativos, mas o impacto da notícia trouxe medo, estigma e desinformação para a família, que reside no Posto Administrativo de Ocua, distrito de Chiúre, Cabo Delgado. Compreendendo a condição e temendo o julgamento da comunidade, os pais mantiveram a criança isolada, evitando a exposição. «No início, não sabíamos o que fazer. Queríamos que a criança morresse; dizíamos que ela não tinha o nosso sangue. Estávamos perdidos», confessaram. Durante seis meses, a família resistiu ao tratamento, recorrendo a soluções tradicionais sem sucesso, enquanto a saúde da menina se deteriorava, com infecções constantes, desnutrição e uma carga viral muito elevada (1600 cópias/ml).

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